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Vinho

A videira (Vitis vinífera L.) é uma planta de domesticação antiquíssima; basta lembrar o episódio bíblico de Adão e Eva além de Dionísio, deus dos gregos (Baco dos Romanos), ornamentado e cultivador de vinha.

Em Portugal está disseminada por todo o território ocupando cerca de 83 000 ha em Trás-os-Montes, onde pontificam castas como os Verdelhos, Bastardos, Formosa, Tourigas, Malvasia Fina e outras.

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A videira

É uma planta arbustiva (nanofanerófita) da família das Vitáceas, com folhas alternas glabras ou com penugem na face inferior e lobadas, flores pequenas com cacho composto, cálice rudimentar e corola de 5 pétalas, soldadas no cimo, 4 a 5 estames e ovário superior.

O fruto é uma baga (bago) cujo sumo, após fermentação, irá dar origem ao vinho.

A videira é uma planta perene pelo que depois de plantada persiste no solo durante dezenas de anos. Já enxertada, vai progressivamente desenvolver um tronco (cepa) com braços providos de pâmpanos, sarmentos, folhas e inflorescências cuja disposição e número podem ser condicionadas pelas podas e amarrações efetuadas pelo agricultor, adaptando-a ao modo de condução pretendido.

Depois de entrar em plena produção é sujeita a variadas intervenções que podem incluir podas, amarração, tratamentos contra pragas e doenças, fertilizações e mobilizações do solo.

  • Mobilização do solo
    Mobilizações do solo

    Com estas operacções pretende-se eliminar infestantes e/ou tornar o solo mais favorável ao crescimento/produção da videira.

  • Podas

    Os cortes da poda removem órgãos vegetativos da videira procurando ajustar a sua morfologia aos objetivos da produção. São, por isso, muito variáveis em termos de tipologia e intensidade, de acordo com a região vitícola, casta, solo e clima.

    Podas
  • Tratamento contra pragas e doenças
    Tratamento contra pragas e doenças

    Estas intervenções visam reduzir o risco de prejuízos causados por inimigos da cultura (insetos, fungos, etc).

Produção

Surgem inflorescências, mais tarde cachos de uvas, que amadurecem progressivamente passando do verde ao amarelo dourado (castas brancas) ou negro azulado (castas tintas).

No outono/inverno com a queda das folhas, a videira entra em repouso vegetativo até que, com a subida primaveril das temperaturas incham os gomos, “chora” e retoma a vegetação.

As vindimas

O vinho é uma bebida, tradicional em países mediterrânicos, resultante da fermentação alcoólica do mosto extraído da uva. Presente nas festividades tradicionais, é também indispensável em qualquer mesa e como complemento de pão, carnes e queijo nas refeições efetuadas em pleno campo no decurso das fainas agrícolas.

A colheita, no fim do Verão, é uma época festiva prolongando-se pelo transporte das uvas para o lagar (adega) onde irão ser esmagadas e processado o vinho.

O fabrico do vinho está muito dependente do tipo de vinho em causa mas em traços gerais podemos dizer que se inicia com o esmagamento das uvas, fermentação do mosto obtido e se prolonga mais tarde com correções, trasfegas e armazenamento.

A brevidade desta descrição não revela a complexidade de fatores, agentes e tecnologias envolvidas que podem incluir o desengace, maceração, prensagem, fermentação alcoólica e maloláctica, maturação, filtragem, correções, loteamentos, estabilização e engarrafamento.

A qualidade do produto final depende de numerosos fatores, desde o solo e clima onde cresceu a vinha, passando pelas castas e amanhos a que foi sujeita, colheita e toda a tecnologia posterior de vinificação.