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Biologia e Ecologia dos Fungos

Os fungos são constituídos por minúsculos filamentos tubulares e ramificados, que se designam por hifas, a este conjunto dá-se o nome de micélio. A frutificação (produção de cogumelos) ocorre quando as condições ambientais, nomeadamente humidade e temperatura, são favoráveis.

O cogumelo é responsável pela produção e disseminação dos esporos, que são responsáveis pela sua reprodução sexuada.

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No século XIX descobriu-se a existência da relação micorrízica entre fungos e plantas vasculares. Estudos ecológicos posteriores desvendaram diferentes relações tróficas, importantes nos ecossistemas e necessárias para o seu correcto desenvolvimento

Hoje em dia, os fungos englobam-se em três grupos tróficos: parasitas, saprófitos e simbiontes.

  • 01. Fungos parasitas

    Os fungos parasitas são aqueles que vivem hospedados em organismos (plantas, animais ou outros fungos) matando as células do organismo hospedeiro e causando-lhe algum tipo de prejuízo (normalmente doenças associadas a necrose de certos tecidos, ainda que nem sempre levem à morte do indivíduo). Podem ainda ser classificados como obrigatórios - dependendo sempre de hospedeiros vivos, ou facultativos - geralmente são saprófitas que, devido a determinadas alterações tornam-se parasitas. Uma vez que não dependem da sobrevivência do hospedeiro podem ser muito virulentos.

  • 02. Fungos saprófitos

    Os fungos saprófitos decompôem matéria orgânica morate de origem vegetal e animal. São importantes na degradação de moléculas de origem vegetal dificilmente degradadas pela maioria dos seres vivos, como a celulose, a hemicelulose e a lenhina, em compostos simples, permitindo assim a reciclagem de nutrientes no ecossistema. A partir dos trabalhos de BECKER (1956) cit. por LORENZO&CASTRO (2002), propuseram-se várias classificações em função da fonte de carbono que utilizam:

    • Folícas

      Fungos que frutificam sobre folhas caídas.

    • Pirófilas

      Vivem em substratos queimados.

    • Lenhícolas

      Degradam a madeira.

    • Coprófilas

      Frutificam sobre excrementos.

    • Humícolas

      Aqueles que contribuem para o processo de humificação, vivem directamente no solo.

    • Pratícolas e muscícolas

      Aqueles que vivem em prados ou entre musgos, respectivamente.

  • 03. Fungos simbiontes

    Os fungos simbiontes podem viver em parceria com algas (formando os líquenes) ou associados a raízes de plantas (formando as micorrizas). Conhecem-se poucos basidiomicetas que formem simbiose com algas, mas são muitas as espécies que micorrizam com plantas. Os fungos micorrízicos são um dos mais importantes grupos de fungos que se encontram nas florestas, dependendo estes largamente dos hidratos de carbono fornecidos pelas plantas hospedeiras. Existem diversos tipos de micorrizas em função do modo como se associam ao sistema radicular da planta hospedeira: As ectomicorrizas são as que mais nos interessam, porque para além do seu interesse florestal, nelas intervêm fungos capazes de formarem cogumelos comestíveis.

    • 01

      Vários estudos comprovam que as plantas colonizadas por fungos micorrízicos, apresentam um conjunto de vantagens relativamente às não micorrizadas. Entre estas, destacam-se:

    • 02

      Maior resistência à secura e à baixa fertilidade dos solos, pois a partir do manto do fungo irradiam para o solo, hifas, cordões miceliais e rizomorfos, que permitindo uma maior exploração do volume de solo e acréscimo da superfície de absorção do sistema radicular, aumentam a quantidade de água e nutrientes à disposição da planta;

    • 03

      Maior protecção química contra agentes patogénicos, nomeadamente contra podridões radiculares, a partir da produção de antibióticos e antifungicos que inibem ou matam, potenciais agentes de doenças (ex.: doença da tinta).

    • 04

      Maior protecção física uma vez que o manto do fungo constitui um obstáculo físico à penetração e difusão de parasitas no tecido do hospedeiro;

    • 05

      Menor crise de transplantação, suportando melhor as altas temperaturas e o excesso de sais e metais pesados no solo.

    De modo a potenciar a associação micorrizica entre o fungo e a planta, devemos ter em atenção as praticas culturais que se realizam no terreno. Assim desaconselham-se as mobilizações de solo (lavragem e gradagem), pois estas são muito agressivas e destrutivas para as micorrizas e raízes pastadeiras das plantas, potenciando a diminuição de fertilização das mesmas e aumentando o risco de contaminação com doenças radiculares, especialmente a “doença da tinta” (Phytophthora sp.).

    As praticas culturais a realizar devem basear-se essencialmente no corte e destroçamento do coberto vegetal com recurso a um corta-matos, por exemplo, sem danificar a estrutura do solo.

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